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Há alguns anos, quando
deparávamos com algo intolerável ou inadmissível,
usávamos a expressão "é o fim da picada". Hoje esta
frase pode representar o término da escravidão do vício
das drogas e, portanto, significar o início de uma nova
vida de liberdade, paz e amor.
O fim da picada, da cheirada ou da fumada, chama-se
JESUS CRISTO. E foi crendo nisso, que Carlos José de
Almeida, conhecido como "Lilito", consegui se
libertar das drogas. ele contou ao site da
"I.E.P.D" suas tristes experiências como
viciado e como CRISTO o conduziu ao "fim da
picada", dando-lhe nova vida.
P.D: Onde você passou a sua infância?
Carlos: Aos cinco anos de idade saí da cidade
de Cubatão, onde nasci, vindo morar em São Mateus, mais
especificamente no Jardim Tietê.
P.D: Como era sua vida em família?
Carlos: Meu pai era um homem honesto,
trabalhador, porém nunca se preocupou em me ensinar e
mostrar o bom caminho. Minha mãe sempre me alertava sobre
temer a DEUS e ser sempre trabalhador. Mas comecei nos
caminhos das drogas através das "amizades".
P.D: Qual era a sua idade quando experimentou
droga e qual a sua primeira?
Carlos: Aos nove anos comecei com a maconha,
para curtir um barato, como todos começam. Aos 17, o
vício tomava conta de minha vida e com esta idade já
havia passado por várias delegacias, chegando, inclusive,
a ficar detido no DEIC.
P.D:
Como você mantinha o seu vício?
Carlos:
Com meu trabalho como funcionário público. Tudo que
ganhava gastava com drogas. Cheguei a possuir dois
apartamentos, sendo que um deles foi trocado por crack.
P.D:
Qual foi o fundo do poço?
Carlos:
Neste apartamento que perdi, comecei a recepcionar a
droga e a prepará-la; uma parte ficava para meu consumo.
Estava me arrebentando, cheguei a consumir 30 gr. de crack
por dia e ficar confinado 11 dias, sem ver a luz do sol,
largando tudo, emprego, família e saúde. Pesava 37 kg.
Além disso, me sentia vazio.
P.D:
O crack preenchia esse vazio?
Carlos:
Não, pelo contrário, quando passava o efeito e
acabava o dinheiro, vinha a depressão e uma voz me
acusava, dizendo que eu não prestava, que eu havia
abandonado minha mulher e meus filhos, e que eu devia dar
cabo a minha vida, pois eu não valia nada. Hoje eu sei
que essa voz era do Satanás.
P.D:
E o seu trabalho?
Carlos:
Fugiam de mim porque eu fedia, meu corpo exalava o
cheiro da droga. Minha conversa era sem nexo, pois a droga
estava acabando com meus neurônios e não há medicina
que os recupere; só o SENHOR JESUS CRISTO.
P.D:
Como foi seu encontro com JESUS CRISTO?
Carlos:
No dia 22 de setembro de 1996, o Pastor Mário chamou
pessoas viciadas para receberem oração, para serem
libertos. Naquele momento DEUS começou a trabalhar na
minha vida. Fui levado pelos irmãos Vorney e Marli, para
um grupo de recuperação de drogados chamado
"Desafio Jovem Ebenezer". Me recuperei. Porém o
diabo voltou a me tentar e eu achei que poderia usar só
um pouco que não havia problema. Mas num domingo fui
visitar meu amigo Valdir, que nós conhecíamos com
Neguinho, pensava que ele estivesse nas drogas, mas como
DEUS é tremendo, tive uma grande surpresa. Além de estar
fora das drogas, ele estava no caminho do SENHOR,
trabalhando como obreiro na igreja Universal. DEUS usou o
Pastor Gerson a mesma passagem, lida anteriormente na casa
do meu amigo Valdir, Ezequiel Capítulo 33 e Jeremias
Capítulo 7.
P.D:
O que aconteceu a partir desse dia?
Carlos:
JESUS me purificou e nunca mais usei drogas,
cigarros ou qualquer bebida alcoólica.
P.D:
E hoje?
Carlos:
Hoje o Lilito drogado morreu e deu lugar ao Carlos
José de Almeida, pois JESUS CRISTO, o "fim da
picada", vive em mim.
P.D:
Você gostaria de deixar alguma mensagem áqueles que são
viciados ou um alerta aos jovens?
Carlos:
Jovem, saiba que o crack tem esse nome porque dribla todo
mundo e com certeza driblará você e os que são
viciados. Minha mensagem é que ja droga é um monstro
diabólico que se combate com armas espirituais, e só
JESUS CRISTO pode te livrar deste mal.
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