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Atualizado em
20.03.10
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Jocélio
de Jesus, 34 anos, é o Jojó de Olivença, Surfista
Profissional, Assembléia de Deus Vida Nova
O
interesse pelo surfe aconteceu aos 11 anos de idade,
quando eu ia pescar na praia e ficava olhando os
surfistas. comecei pegando jacaré, depois ia com
uma pranchinha de madeira, até que me emprestaram
uma prancha de verdade, fiquei em pé, tomei gosto
pela coisa e nunca mais parei. Minha família era
muito humilde e eu não podia comprar uma prancha, o
jeito era pedir emprestado, até que uns amigos
fizeram uma vaquinha e me deram uma prancha.
Meu
encontro com Deus aconteceu em julho de 87, eu fui
até a Bahia para visitar meu irmão que estava numa
casa de recuperação para dependentes, eu também
tinha problemas com maconha e álcool. A casa era
evangélica e a tempos eu vinha questionando minha
situação com Deus e relutei muito antes de me
decidir, mas lá eu aceitei a Jesus. O texto que me
marcou foi Hebreus 9:29 - "Aos homens está
ordenado morrerem uma só vez, e depois disto, o juízo",
eu fiquei com medo de morrer e sabia que a minha
vida estava mal com Deus e se eu partisse naquelas
condições ia passar a eternidade separado de Deus.
Tudo mudou na minha vida. Larguei as drogas da noite
para o dia, encontrei a paz que eu nunca tinha
experimentado. Foram várias as reações
manifestadas por meus amigos, uns achavam que eu
tinha ficado doido de vez, outros que eu estava me
trancando para usar drogas sozinho, alguns acharam
legal. Eu comecei a dar meu testemunho nas competições,
nos pódios, em entrevistas e outras surfistas foram
se convertendo. Enfrentei muita resistência também,
mas eu sempre fui um guerreiro destemido e
proclamava Jesus sem medo e sem vergonha e hoje nós
temos centenas de surfistas com compromisso, graças
a Deus. Fiquei conhecido nas competições como
"O abençoado", pois Deus sempre mandava a
onda que eu precisava para a vitória, na última
hora, na contagem regressiva, a onda estava lá.
Em
2000, consegui fechar uma parceria com o Delfim
Hotel Guarujá, eles entraram com a estrutura e eu
com o curriculum e montamos uma escola de surfe.
Hoje a gente atende no departamento social a 20
crianças carentes e até o final do ano pretendemos
chegar a 120 crianças. O tema deste ano é Educando
com Surfe. A mensagem que eu deixo é que é tempo
de insistir e não desistir, perseverar e não
desanimar, pois a nossa vitória está perto.
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Daniel
Tenuta, 15 anos, estudante, é filho do Bispo Gê,
Igreja Renascer em Cristo Santana
Faz
um ano que eu comecei a surfar, meu pai me ensinou.
Tem todo um processo, primeiro remar, sentar e
depois dropar. O surfe é, para mim, uma forma
de descarregar as energias e a adrenalina e ao mesmo
tempo é bom para relaxar. Gosto de ficar na água,
mesmo quando está sem onda, admirando a paisagem, a
praia. Toda vez que eu entro no mar peço a Deus que
me guarde, pois não é fácil. Além de tomar
cuidado, é importante estar diante de Deus e orar
antes de começar qualquer esporte. Quando eu estava
aprendendo, a gente pegou um mar bem grande e estava
quebrando muito forte. Eu não tinha muita idéia de
como passar a zona de impacto e meu pai (Bispo Gê)
estava lá na frente, eu lembrei dele explicando que
era para passar com calma, deixar quebrar todas as
ondas e depois ir. Eu fui segundo as instruções,
mas levei uns cinco caldos na cabeça e me perdi no
meio da travessia. Foi um momento em que eu clamei a
Deus: "O que eu estou fazendo aqui, me tira
daqui!" (Nesse momento o Bispo Gê conclui)
"Eu já tinha falado para ele que quando caísse
na zona de impacto, era para esperar a arrebentação
sem insistir, deixar bater e depois remar, e eu
estava olhando de longe e vi que ele estava tentando
passar, aí eu vi cair umas cinco em cima dele e só
via a prancha subindo, depois ele saiu do mar.
Pensei que ele não ia voltar, n~!ao deu quinze
minutos lá estava o Daniel remando de novo. Pensei:
- Ele é ousado, glória a Deus! Eu me preocupo
quando o mar está grande, mas ele é um garoto
consciente, que tem boa noção do mar, onde dá e
onde não dá pé e o que tem de fazer.... finaliza
o paizão. |
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Jair
de Oliveira, 31 anos, Surfista profissional, Ministério
Surfistas de Cristo
O
meu primeiro contato com o surfe foi aos 10
anos, com uma prancha de isopor de um amigo, já na
primeira onda consegui ficar em pé, estou nessa até
hoje. Como eu não tinha prancha me virava, já
achei prancha de isopor no lixo, depois meu irmão
comprou uma que um amigo tinha achado num terreno
baldio, a prancha era tão grande que ele a
carregava pelo bico eu pela rabeta, não tinha
quilha, era toda estourada.
Passou mais um tempo
passei a participar de campeonatos como amador e ter
uma carreira próspera. Em 1987 aconteceu meu
encontro com Deus, foi num campeonato em Santa
Catarina. conheci um surfista chamado Kias, vi algo
na vida dele que eu não tinha, ele era uma pessoa
feliz, contente, mostrava uma paz natural, que
depois descobri, era sobrenatural. Eu demonstrava
ser tudo o que ele era, mas era só por fora, por
dentro eu era cheio de problemas e usava as drogas
como refúgio, era um sepulcro caiado. Aí ele me
falou de Jesus e por eu ver a diferença na vida
dele abri meu coração para Cristo. A partir deste
momento, eu não conseguia mais ingerir álcool ou
maconha, tudo me dava ânsia de vômito, foi um
milagre em minha vida. Em 2000, no Hawai, surfei as
maiores ondas da minha vida e vi a mão de Deus me
livrando em tudo, pois eu não tinha feito um
preparo específico para aquelas condições. Era um
mar tão grande com tantas ondas quebrando e você não
tomar nenhuma na cabeça... E Deus livra até quem
está com a gente, teve um episódio, numa bancada
em alto mar chamada Phanton, lá as ondas são
gigantes te tem muito tubarão. Estava sozinho com
um amigo em alto mar, era final de tarde e eu peguei
um onda e fui nela até quase a areia, foi uma das
minhas melhores ondas, eu podia ter ido embora, mas
resolvi não deixar meu amigo sozinho, eu não
gostaria de estar lá. Voltei remando, demorou uns
quinze minutos para chegar. Quando cheguei veio uma
seqüência que quebrou na nossa cabeça e meu amigo
perdeu a prancha, eu vi ali quem estava comigo. Foi
um livramento para a vida dele, dali ele não
conseguiria voltar nadando, só chamando bombeiro e
já estava escuro. Não sei o que poderia acontecer,
Deus me livrou de tomar aquela série de ondas e ele
de ficar lá sem prancha. Voltamos os dois remando a
minha prancha, a noite, com corais em baixo de nós.
Meu recado para a galera é que tentem se manter na
humildade e sempre na vontade de Deus, mesmo sendo
falho, pois Cristo está aí para te ajudar e o Espírito
para te ensinar. Se mantenha no caminho e vá falar
de Jesus, não seja egoísta retendo a palavra.
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