Atualizado em
20.03.10

 

SURFE: UM ESTILO DE VIDA

Estamos chegando no verão. É este o período  em que muitas pessoas descobrem sua paixão pela água, algumas até se arriscam a umas aulas de surfe. Esse apelo de estar em contato com a natureza, praticando um bom esporte, é realmente irresistível. E se você embarcou nessa vou perguntar então: Qual foi o maior e o melhor surfista da história? - Você pode até pensar em Duke ou outros figurões do mundo do surfe, se eu disser que você está enganado provavelmente você irá descordar, mas eu insisto em dizer que sim, mas daqui a pouco voltarei a esta pergunta.

 

Quando eu penso em surfe realmente o considero um esporte lindo. Também tenho a consciência de que somos corpo, alma e espírito e temos que cuidar de nossa saúde, afinal, nós somos templo do Espírito Santo. Assim, nada melhor que um esporte que leve à contemplação da beleza da criação, até porquê Deus criou tudo isso para se revelar ao homem na sua multiforme graça e em todo o seu poder. Aliás, na Bíblia está escrito que a voz de Deus é como e a de muitas águas. Então, se ao praticarmos um esporte, saímos mais condicionados, ficamos livres de tensões e de todo estresse desse mundo louco quanto quanto mais aprendermos a dropar as ondas do Espírito Santo de Deus. E agora eu te responde; o maior "surfista" que existiu foi Jesus Cristo! - Como? Vou te contar: - Jesus mandou os discípulos atravessarem o mar da Galiléia. Enquanto cumpriam essa ordem enfrentaram uma verdadeira tempestade, ficaram desesperados e se esqueceram de que Jesus está conosco em todas as situações (Mateus 28:20). Quando nos manda enfrentar uma situação é para manifestar seu poder nas nossas vidas. Em meio ao desespero dos discípulos, Jesus andou sobre as águas e ensinou Pedro a domar as altas ondas. E você também, se quer dicas para viver esse surfe espiritualmente radical, aí vai: Tenha bom ânimo e não tema. Jesus está chamando a nossa geração a andar sobre as ondas com Ele. Para ser vencedor num mundo cheio de crises e de muitas cobranças só tendo alguém que realmente seja Deus forte e nos sustente na crista dessa onda.

 

Para terminar, vou deixar uma música, com letra do apóstolo Estevam Hernandes, de uma das mais famosas bandas Gospel de Rock, o Katsbarnéia, e que tem tudo a ver "Se por ventura você se sente jogado pelas ondas agitadas, deixe que o mestre seja a quilha da sua prancha e surfe em Paz".

 

É isso aí, essa música vale a pena ouvir, eu fico por aqui. Aquele beijo e fica na Paz.

Fernanda Hernandes Rasmussen


Fernando Nunes (Piu), 28 anos, músico, Igreja Renascer em Cristo

Comecei a surfar com 13 anos, por intermédio do Junior (meu) irmão, que deu uma prancha e me ensinou a pegar ondas e não parei mais. Eu passei um tempo afastado de Deus, fui criado em lar cristão, mas tive minha fase de descobertas. Nesta época, eu fui para o sul e estava com um primo  meu no mar, fazia tempo que não rolava uma seqüência boa, nós começamos a gritar: "Que droga, que desgraça!" - fizemos isso por várias vezes. Quando olhamos para o inside, avistamos uma barbatana gigante vindo em nossa direção. Mesmo afastado dos caminhos de Deus, comecei a chorar e lembrar que nossa palavra tem poder, nós havíamos chamado pela desgraça e ela veio em forma de tubarão. Pusemos os pés em cima da prancha e eu comecei a orar para que Deus nos livrasse, quando o tubarão afundou, tive certeza do nosso fim. Quando o procuramos, ele estava indo embora, na direção do horizonte. Saímos e louvamos a Deus. Aí, percebi que a palavra plantada em nosso coração desde pequenos floresceu: "Ensina a criança no caminho em que deve andar para que quando cresça não se desvie dele". (Provérbios 22:6).

Toda vez em que entro no mar agradeço ao Senhor por mais um dia de vida e de surfe, e repreendo todo espírito de morte. Nunca me esqueço que Deus reina sobre o céu, a terra e o mar. Jesus Cristo cura, salva e dá a vida eterna. Se você não o conhece saiba que Ele te ama e quer te dar muita alegria e paz com deu a mim.


Rubens Pereira, 41 anos, Bispo Bita, Renascer de Florianópolis

O surfe entrou em minha vida em 1975, meu pai me deu uma prancha Rico, detonadassa, que ele comprou de uns caras que passaram por Camboriú. Dois, três anos depois eu já estava competindo. Eu tinha tudo, dinheiro, mulheres, viagens, festas e um vazio muito grande que tomava conta de mim foi quando entrei com tudo nas drogas. Um dia depois de ganhar um campeonato, deixar a namorada em casa, indo em meu carro novo para um super apartamento na beira mar, um amigo me disse: "Bita, você deve ser o cara mais feliz do mundo!" Eu não era, aos 21 anos de idade desejava morrer. Um dia, no meio dessa loucura toda, achei uma Bíblia em minha casa e o texto que li falava sobre nascer de novo: "Aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5). Eu precisava nascer de novo. No dia sete de julho de 1982, ás 07:00 hrs da manhã, na praia do Santinho, eu entrei no mar, mergulhei até bater os pés na areia e subi a superfície gritando: "Eu nasci de novo!" Todos achavam que eu estava louco, mas daquele dia em diante comecei a orar e a me alimentar da palavra. Cheguei a pensar em parar de surfar, a achar que praia não era lugar para cristão, mas Deus me abençoou com um sonho onde eu entrava em uma igreja com uma prancha azul escrito - Jesus Salva - em amarelo ouro. No mesmo dia mandei fazer a prancha. Saiu matéria no Fantástico e no Esporte Espetacular. No primeiro campeonato em que eu participei com ela fui eleito surfista revelação. Depois Deus me abençoou com a minha esposa, a Bispa Claudia, ela havia se convertido um mês antes de mim. Namoramos dois anos e  meio e casamos. Temos dois filhos, a Paula e o Rubinho. Depois veio o convite para abrir a Renascer em Florianópolis. Hoje, posso firmar que seguir a vontade de Deus é a chave da felicidade eterna.


Geraldo Tenuta, 43 anos, o Bispo Gê, da Igreja Renascer em Cristo Regional Santana

O surfe entrou em minha vida eu tinha uns 18 anos, gostava muito de mar. Nadava desde os cinco anos e tinha muita vontade de surfar, mas não tinha prancha e nem um condição financeira muito boa. E meu pai, em um trabalho, conseguiu uma prancha havaiana. Era de um dos maiores surfistas da época chamado Barry Kanaiaupuni e aí comecei sozinho. Ia todos os finais de semana para a Praia Grande. Houve uma época em que andei com uns amigos que se drogavam e eu caí nessa também. Comecei a perder muito da minha condição física, da minha saúde e quando a droga me dominou até parei de surfar. Perdi meus valores, parei de estudar e entrei numa depressão muito grande. Quando me converti, me animei de novo aos valores da vida e surfe foi uma restituição. A minha prancha atual foi feita por Natanael Nunes, que é servo de Deus, em 1993, e está comigo até hoje. 

Uma vez eu estava em um acampamento e me perguntaram se eu tinha medo de alguma coisa e eu respondi que não tinha medo de nada. Na mesma semana, eu fui até Peruíbe, que significa peixe bravo, aí fui lá ara o fundão, pois eu gosto de pegar ondas maiores, que chamamos de rainha. E a uns dez metros de mim vi algo se mexer, e era grande, tinha uns dois metros, quando eu  olhei de novo vi uma barbatana e vi que tinha guelra, poderia até ser um boto, mas não era. Era tubarão. Mas me deu um pavor, eu saí de lá correndo, gritando, pedindo para Deus me ajudar. Foi um desespero tão grande que quando cheguei na praia não conseguia nem ficar em pé. No dia seguinte, eu nem entrei no mar, só fiquei de longe, olhando. Foi uma experiência para eu entender que devemos respeitar determinadas situações, não devemos temer nada, pois Deus nos guarda, mas tem que ter discernimento. 

O surfe é meu laser, é onde descarrego as tensões do dia-a-dia. O laser é algo que, eu creio, Deus criou para o homem, é bíblico. Em Eclesiastes 3:13 fala que É dom de Deus que o homem possa comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho. Então o homem tem direito ao laser, a diversão, mas com prudência. Junto com o surfe podem surgir as más companhias que nos levam para as drogas e para a prostituição. O surfe é saúde, então temos que nos afastar de tudo que pode contaminar a vida da gente. Drogas, bebidas, noitadas, tudo isso atrapalha quem é atleta.


Robson Nascimento, cantor, Igreja do Evangelho Quadrangular

A primeira experiência mesmo foi quando eu tinha uns treze anos, minha mãe costumava acampar na praia do Perequê. Apareceram por lá uns surfistas de moto, eles queriam surfar na praia de Pernambuco e precisavam de alguém para ajudar a carregar as pranchas, eu fui. Chegando lá um deles cansou de pegar ondas e me ofereceu a prancha, me explicou mais ou menos como era, eu fui e deu certo. Depois fiquei muito tempo sem ter contato com o surfe até resolver trocar uma bike por uma prancha toda estourada. No começo eu só tomava caldo, só caldo. Um dia, numa praia, eu tinha tomado tanto na cabeça que o mar praticamente me cuspiu para fora, eu estava desanimado na areia e já estava pensando em desistir, até que apareceu um cara que me ensinou a remar, quando vi estava no fundo, junto com os outros. Quando estou no mar é que tenho os momentos mais íntimos com Deus. As vezes penso: "Se o mar é desse tamanho, que dirá meu Deus!" . Sempre antes de entrar agradeço a Deus por estar lá e quando estou sentado esperando a onda estou conversando com ele. Uma vez, em Floripa, eu ainda estava aprendendo a surfar e resolvi encarar um mar grande, e fui lá para o fundo. Conforme eu ia passando a arrebentação, a correnteza ia me puxando. Quando estava no meio do caminho, levantou uma onda gigante quebrou na minha frente. O espumeiro acabou comigo, comecei a rodar no fundo, engoli água, não tinha mais ar e ia morrer. Quando consegui vir à tona para tomar ar, quebrou outra onda, bem em cima de mim. Já não sentia mais a minha prancha, tamanho era o desespero. Quando comecei a rodar pela segunda vez orei: "Deus, estou entregue para o Senhor, perdoa os meus pecados e pode me levar, faça o que quiser de mim." Quando terminei, consegui voltar à tona e fiquei esperando a próxima onda, mas ela não veio. Tratei de pegar a minha prancha e remar correndo para a praia. Na areia só agradeci a Deus e pensei "Ainda não é a hora". As responsabilidades me afastaram um pouco do surfe e reparei que eu estava ficando triste. Hoje dou o maior valor aos momentos em que posso estar no mar.

 
 

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