Atualizado em
20.03.10

 

CATOLICISMO ROMANO

 

A Igreja Católica Romana conta uma história do Cristianismo na qual se apresenta como a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Afirma que o apóstolo Pedro foi o primeiro papa, e os demais são sucessores de Pedro; os evangélicos são "irmãos separados", chama as outras igrejas cristãs de "seitas", não aceita que outras igrejas tenham os seus bispos, e se auto-proclama como "uma", "santa" e "invencível", portadora absoluta e soberana da mensagem de Deus, da qual é a verdadeira mediadora.

 

 

ASPECTOS IMPORTANTES DA VERDADEIRA HISTÓRIA

 

 

         O Cristianismo nasceu na Judéia, que na época fazia do Império Romano. Os romanos dominavam praticamente todo o mundo conhecido. Mercadores, negociantes, nobres e soldados tinham constante contato com os costumes do povo judeu e acompanhavam o que acontecia em Israel. (ATOS 16.22).

         A pregação de Jesus e dos Seus apóstolos, certamente alcançou a muitos romanos. Além disso, os judeus convertidos, que se espalhavam por toda a parte, principalmente depois da grande perseguição, se estabeleceram também em Roma, onde secretamente continuaram a cultivar a sua fé.

         Após o dia de Pentecoste, muitos convertidos se espalharam por toda a parte anunciando a fé em Jesus Cristo. Dentre estes, naturalmente, se encontravam muitos romanos que presenciaram o milagres do Pentecoste (ATOS 2.10), alguns dos quais residiam em Jerusalém e estavam em constante contato com seus familiares na capital italiana.

         O apóstolo Paulo, na sua viagem a Roma, foi recebido pela Igreja que já existia há algum tempo. (Era cidadão romano e estava sub-júdice (ATOS 28.16) e aproveitou a oportunidade para pregar o Evangelho, ganhando algumas pessoas (ATOS 28.24). Paulo chegou a morar em Roma por dois anos, pregando a Palavra de Deus (ATOS 28.30).

         Como se vê, nenhum apóstolo em particular fundou a Igreja em Roma. Se algum deles tem o mérito de estabelecer a igreja naquela cidade, esse alguém é Paulo. Percebe-se claramente que Pedro não estava em Roma nessa época. Não há referências à sua pessoa, nem tampouco o apóstolo Paulo faz qualquer menção a ele na sua carta (cerca de 58 d.C.).

         Depois do incêndio de Roma sob Nero (64d.C.), calúnias e campanhas diversas fizeram estourar a perseguição. Durante três séculos, com raros momentos de descanso, os cristãos foram tremendamente perseguidos por toda a parte, sendo levados ao escárnio e ao martírio, principalmente em Roma.

         No ano 311, Constantino Magno, imperador romano, tornou-se cristão e a Igreja passou a conviver com o Estado. Templos foram construídos para os cristãos; alguns, deles adaptados aos templos pagãos da religiosidade romana. Os pastores da Igreja Romana passam a exercer certa autoridade sobre os demais (tinham o poder nas mãos). O bispo de Roma passa a ser o mais importante dos bispos. O primeiro bispo de Ro9ma chamado "papa" (pai) foi Leão Magno, o Leão I, cerca do ano 500.

         Como vemos, a partir do ano 311, a Igreja de Roma se aliou  ao Império Romano e iniciou a sua longa história de sincretismo religioso com as doutrinas e práticas pagãs da religiosidade romana, bem como a sua aliança com o Estado romano. Foi exatamente a partir daí que teve início a Igreja Católica Apostólica Romana, a antiga igreja de Rama, agora "sob nova direção".

         É bom frisar que nem todos os cristãos, na época, aceitaram o "casamento" da Igreja com Roma. Em toda a parte do mundo surgiram os insatisfeitos e críticos, que aos poucos foram sendo silenciados. Surgiram muitos movimentos que foram naturalmente apagados da história da Igreja.

         No ano 1054 houve o grande Cisma (Separação do corpo e da comunhão de uma religião; dissidência de opiniões- Cisma do oriente-separação da igreja grega e russa da igreja romana). Que deu origem á Igreja Católica Ortodoxa no Oriente. O século XIII destaca-se na história da igreja Católica como o século da Inquisição, em que os que se levantavam contra a Igreja eram mortos como hereges, inclusive nas fogueiras.

         A Igreja passou a dominar mais ferrenhamente, impondo o terrorismo a ferro e fogo, e silenciou por muito tempo as vozes discordantes.

No século XVI (1517), Martinho Lutero (Religioso Alemão, morreu com 63 anos, foi o criador do Protestantismo,  foi acusado de heresia e convidado a retratar-se sob pena de excomunhão. Recebeu a bula de excomunhão e queimou-a, rompendo definitivamente com a igreja católica), monge agostiniano que tinha passado por uma grande experiência pessoal com Deus, inicia o famoso movimento conhecido como a Reforma Protestante, uma grande divisão que deu origem às igreja evangélicas modernas.

 

A IGREJA CATÓLICA É APOSTÓLICA?

 

 

         A Igreja Católica não tem o direito de reivindicar o título de "apostólica", porque se distanciou, há muito, dos princípios apostólicos, modificando doutrinas essenciais do Cristianismo, criando dogmas e estabelecendo ou aceitando práticas plenamente discordantes dos ensinamentos de Jesus Cristo. Veja alguma dessas doutrinas:

  • Jesus Cristo é o fundamento da Igreja. (1 Coríntios 3.11). Diz que Pedro é a pedra sobre a qual Jesus edificou Sua Igreja.

  • Jesus Cristo é o cabeça da Igreja, (Efésios 1.22). Afirma que o papa é o "sumo-pontífice", o "pai" e cabeça da Igreja.

  • Não há outro nome dado aos homens para sua salvação, fora de Cristo. (Atos 4.10-12).  A Igreja Católica crê na eficiência dos santos para defenderem os cristãos diante de Deus.

  • Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens, (1Timóteo 2.5). Chama Maria de mediadora e a colocam no mesmo nível de Cristo ou acima dEle, como a "mãe de Deus".

  • A salvação é pela fé, e não por obras, (Efésios 2.8). A Igreja Católica estimula as obras como meio de salvação. Os grandes "santos" são sempre aqueles que praticaram obras sociais consideradas importantes pela Igreja.

  • A Santa Ceia é servida em memória de Cristo e não como um novo sacrifício do Seu corpo, (1 Coríntios 11.24). Para a igreja Romana, cada missa é a rememoração concreta do sacrifício de Cristo. A Palavra "missa", significa sacrifício.

  • A oração deve ser feita em nome de Jesus, (João 14.13-14).  Ensina seus adeptos a orarem aos santos, aos anjos, ou a Deus, em nome deles.

 

A Igreja Católica tem criado muitas doutrinas e dogmas (verdades que têm de ser aceitas sem discussão), das quais os apóstolos nem tiveram conhecimento:

 

 

Começo do papado............................................................500d.C.

Doutrina do purgatório........................................................600d.C.

Veneração das relíquias.....................................................1000d.C.

Canonização dos santos....................................................1000d.C.

O sacrifício da missa.........................................................1100d.C.

Os sete sacramentos........................................................1215d.C.

A transubstanciação.........................................................1215d.C.

A confissão auricular.........................................................1216d.C.

Venda de indulgências.......................................................1515d.C.

Inserção oficial dos livros apócrifos na Bíblia (depois da resolução do Concílio Tridentino (Trento-Itália) em 1546)................................................1547d.C.

Imaculada Conceição de Maria (Maria foi concebida e nascida sem pecado)........................................................................1845d.C.

Infalibilidade do papa........................................................1870d.C.

Assunção de Maria...........................................................1950d.C.

Ação de assumir; elevação de uma dignidade.

 

 

ALGUMAS DOUTRINAS CATÓLICAS À LUZ DA BÍBLIA

 

 

         A Bíblia não é a única regra de fé. Não recomenda a sua leitura a todos os fiéis. Ensina que é perigosa para os indoutos. Entende que a tradição da Igreja e os dogmas papais têm o mesmo peso da revelação bíblica. Não é possível confessar fé e respeito à Bíblia e ao mesmo tempo obedecer às tradições, aos decretos e aos ensinos dos concílios da Igreja quando, muitas vezes, ensinam e determinam como doutrinas e dogmas, ensinamentos que contrariam os da própria Bíblia. (Gálatas 1.6-8; Apocalipse 22.18-19).

         Inclui os livros chamados "apócrifos"  na Bíblia. Jesus e os apóstolos jamais citaram esses livros, apesar de citarem quase todos os livros do AT (Lucas 4.17-20;24.27). Inclui estes livros para justificar algumas doutrinas, como a oração pelos mortos. (Apocalipse 22.18-19).

         Diz ser a verdadeira igreja e que fora dela não há salvação. A Palavra de Deus diz que a verdadeira Igreja de Cristo é a comunhão daqueles que estão unidos ao Salvador por uma fé viva nEle (João 3.16; Mateus 16.16-18; João 1.12-13; Efésios 5.25-27; 1 Tessalonicenses 4.17).

         Pedro nunca teve supremacia entre os demais apóstolos. No primeiro concílio da Igreja, em Jerusalém (52d.C.), além de Pedro não ser citado como líder ou chefe dos apóstolos, o parecer de Tiago foi aceito, e não o dele (Atos 15). Nesta mesma passagem bíblica, Pedro se diz o apóstolo dos gentios (v.7), no entanto, todos sabem  que se alguém merece esse título, esse alguém é o apóstolo Paulo.

         A confissão auricular. Leão I, considerado o primeiro papa, foi quem fez da confissão auricular um requisito legal. A força da confissão auricular é a suposta autoridade de perdoar os pecados que a Igreja Católica afirma possuir.

         A Bíblia ensina que a confissão deve ser feita a Deus e à pessoa ofendida, requerendo a reconciliação de ambas. A confissão feita ao sacerdote é totalmente desconhecida nos livros do Novo Testamento e na Igreja primitiva (Salmo 32.5; Isaías 55.7; Mateus 6.14-15; Atos 2.38-39; Tiago 5.16; I João 1.9).

         O sacrifício de Cristo. A Igreja Católica ensina que Cristo desce do céu a cada missa e, no momento da consagração dos elementos, pelo sacerdote, a inteira substância do pão se transforma maravilhosamente no corpo de Cristo, bem como a inteira substância do vinho se transforma miraculosamente em sangues, ainda assim os elementos permanecem em seu estado. É a doutrina da transubstanciação.

         A Bíblia ensina que o sacrifício de Cristo se fez uma só vez para propiciação pelos nossos pecados (Hebreus 7.27;9.12-26; 10.10-12; 14.18).

         A Santa Ceia é um memorial da vida e da paixão de Cristo, de caráter simbólico, e leva o cristão a meditar no significado do corpo (vida) através do pão, e do sacrifício (morte), através do sangue representado pelo vinho (Lucas 22.19; 1 Coríntios 11.24,25).

         A invocação dos santos. O catolicismo romano, a partir do Concílio de Trento,  ensina que é correto venerar e invocar os santos. Alguns católicos dizem que não os adoram, e sim, os veneram. Além dessas palavras significarem praticamente a mesma coisa. A realidade dos católicos, de todo o mundo é esta: adoram, invocam e fazem orações aos sants, colocando-os como intermediadores na relação com Deus solicitando-lhes a eles graças e favores imediatos.

         Essa prática é um ato de indignidade (por entender que outros seres podem ser colocados no lugar de Deus), de ignorância (não saber o que a Palavra de Deus diz a respeito) e de desrespeito (privar a Jesus Cristo ou ao Pai, da honra que lhes é devida) - (Hebreus7.27; João 14.6; Atos4.10-12; Mateus 7.7-11; Hebreus 4.16; 20.20).

         A veneração de imagens. A Igreja Católica aceita e autoriza a veneração das imagens de Cristo, Maria e dos outros santos, segundo o seu conceito. Essa prática se iniciou na Igreja Romana após o Cristianismo se tornar religião oficial do Império Romano. Santo Agostinho (século V) foi contrário ao uso de imagens. Um decreto do ano 692 chegou a proibir o uso de quadros do Cordeiro; o grande cisma oriental tem aí sua maior base.

         O credo de Pio IV, registra: "Sustento com toda a firmeza, que as imagens de Cristo, da mãe de Deus, sempre virgem, e dos outros santos, devem ter-se e reter-se e que sejam honradas e veneradas devidamente".

         Quanto a questão de venerar ou adorar, sabemos que é a mesma coisa. Tanto o significado latino, quanto o português, de ambas palavras, mostram que têm o mesmo significado (tributar grande respeito, prestar culto, etc.). Veja o que a Bíblia diz a respeito: (Êxodo 20.4-6; Atos 17.29; Romanos 1.21-24; I João 5.21).

         O purgatório. A Igreja católica a respeito da existência de um lugar entre o céu e o inferno, para onde vão as almas de todos os que partem desta vida. Ali têm de "purgar" as manchas ou os pecados veniais (desculpáveis) oriundos que da vida terrena, antes de poderem entrar no céu. As orações dos amigos, da Igreja ou a intermediação dos santos, ajudam a aliviar suas penas. A doutrina do purgatório foi estabelecida oficialmente no Concílio de Florença, em 1439.

         O escritor católico Mazzarelli calculou que uma pessoa normal pratica uma média de 30 pecados veniais por dia. E que, para cada pecado, a alma sofreria um dia no purgatório. As indulgências, vendidas pela Igreja Católica no tempo de Lutero, eram uma espécie de bônus e, dependendo do valor, poderiam diminuir o tempo que o comprador iria passar no purgatório. Encontram base para a existência do purgatório em algumas passagens bíblica, como (2 Coríntios 5.8-10 e Apocalipse 14.13), que nada têm a ver com isso.

        

  

A Bíblia é radical nesse assunto, e se refere sempre a dois lugares: céu e inferno. Segundo a Palavra de Deus, o único meio que Deus tem dado para limpar os nossos pecados é o sangue de Jesus Cristo, ou seja, Seu sacrifício e a consequente aceitação dEle pelo ser humano (Romanos 3.25; Hebreus 9.22-27; 1João1.7; Apocalipse 7.14). A Bíblia ensina que os que crêem, ao morrer, são transladados diretamente para a presença de Deus. (2Coríntios 5.1-8; Lucas 23.43; Filipenses 1.20-23; Romanos 8.35-39; Atos 7.59, etc.).

 

 

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