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CATOLICISMO ROMANO
A Igreja Católica Romana conta uma história do
Cristianismo na qual se apresenta como a verdadeira Igreja
de Jesus Cristo. Afirma que o apóstolo Pedro foi o
primeiro papa, e os demais são sucessores de Pedro; os
evangélicos são "irmãos separados",
chama as outras igrejas cristãs de "seitas", não
aceita que outras igrejas tenham os seus bispos, e se
auto-proclama como "uma", "santa" e
"invencível", portadora absoluta e soberana da
mensagem de Deus, da qual é a verdadeira mediadora.
ASPECTOS IMPORTANTES DA
VERDADEIRA HISTÓRIA
O Cristianismo nasceu na Judéia, que na época
fazia do Império Romano. Os romanos dominavam
praticamente todo o mundo conhecido. Mercadores,
negociantes, nobres e soldados tinham constante contato
com os costumes do povo judeu e acompanhavam o que
acontecia em Israel. (ATOS
16.22).
A pregação de Jesus e dos Seus apóstolos,
certamente alcançou a muitos romanos. Além disso, os
judeus convertidos, que se espalhavam por toda a parte,
principalmente depois da grande perseguição, se
estabeleceram também em Roma, onde secretamente
continuaram a cultivar a sua fé.
Após o dia de Pentecoste, muitos convertidos se
espalharam por toda a parte anunciando a fé em Jesus
Cristo. Dentre estes, naturalmente, se encontravam muitos
romanos que presenciaram o milagres do Pentecoste (ATOS
2.10), alguns dos quais residiam em Jerusalém e
estavam em constante contato com seus familiares na
capital italiana.
O apóstolo Paulo, na sua viagem a Roma, foi
recebido pela Igreja que já existia há algum tempo. (Era
cidadão romano e estava sub-júdice (ATOS
28.16) e aproveitou a oportunidade para pregar o
Evangelho, ganhando algumas pessoas (ATOS
28.24). Paulo chegou a morar em Roma por dois anos,
pregando a Palavra de Deus (ATOS 28.30).
Como se vê, nenhum apóstolo em particular fundou
a Igreja em Roma. Se algum deles tem o mérito de
estabelecer a igreja naquela cidade, esse alguém é
Paulo. Percebe-se claramente que Pedro não estava em Roma
nessa época. Não há referências à sua pessoa, nem
tampouco o apóstolo Paulo faz qualquer menção a ele na
sua carta (cerca de 58 d.C.).
Depois do incêndio de Roma sob Nero (64d.C.), calúnias
e campanhas diversas fizeram estourar a perseguição.
Durante três séculos, com raros momentos de descanso, os
cristãos foram tremendamente perseguidos por toda a
parte, sendo levados ao escárnio e ao martírio,
principalmente em Roma.
No ano 311,
Constantino Magno, imperador romano, tornou-se cristão
e a Igreja passou a conviver com o Estado. Templos foram
construídos para os cristãos; alguns, deles adaptados
aos templos pagãos da religiosidade romana. Os pastores
da Igreja Romana passam a exercer certa autoridade sobre
os demais (tinham o poder nas mãos). O bispo de Roma
passa a ser o mais importante dos bispos. O primeiro bispo
de Ro9ma chamado "papa" (pai) foi Leão Magno, o Leão I, cerca do ano 500.
Como vemos, a partir do ano 311, a Igreja de Roma
se aliou ao
Império Romano e iniciou a sua longa história de
sincretismo religioso com as doutrinas e práticas pagãs
da religiosidade romana, bem como a sua aliança com o
Estado romano. Foi exatamente a partir daí que teve início
a Igreja Católica Apostólica Romana, a antiga igreja de
Rama, agora "sob nova direção".
É bom frisar que nem todos os cristãos, na época,
aceitaram o "casamento" da Igreja com
Roma. Em toda a parte do mundo surgiram os insatisfeitos e
críticos, que aos poucos foram sendo silenciados.
Surgiram muitos movimentos que foram naturalmente apagados
da história da Igreja.
No ano 1054 houve o grande Cisma (Separação do corpo e da comunhão de uma religião;
dissidência de opiniões- Cisma
do oriente-separação da igreja grega e russa da
igreja romana). Que deu origem á Igreja Católica
Ortodoxa no Oriente. O século XIII destaca-se na história
da igreja Católica como o século da Inquisição,
em que os que se levantavam contra a Igreja eram mortos
como hereges, inclusive nas fogueiras.
A Igreja passou a dominar mais ferrenhamente,
impondo o terrorismo a ferro e fogo, e silenciou por muito
tempo as vozes discordantes.
No
século XVI (1517), Martinho
Lutero (Religioso Alemão, morreu com 63 anos, foi o
criador do Protestantismo,
foi acusado de heresia e convidado a retratar-se
sob pena de excomunhão. Recebeu a bula de excomunhão e
queimou-a, rompendo definitivamente com a igreja católica),
monge agostiniano que tinha passado por uma grande experiência
pessoal com Deus, inicia o famoso movimento conhecido como
a Reforma Protestante, uma grande divisão que deu origem
às igreja evangélicas modernas.
A IGREJA CATÓLICA É APOSTÓLICA?
A Igreja Católica não tem o direito de
reivindicar o título de "apostólica",
porque se distanciou, há muito, dos princípios apostólicos,
modificando doutrinas essenciais do Cristianismo, criando
dogmas e estabelecendo ou aceitando práticas plenamente
discordantes dos ensinamentos de Jesus Cristo. Veja alguma
dessas doutrinas:
-
Jesus
Cristo é o fundamento da Igreja. (1 Coríntios 3.11).
Diz que Pedro é a pedra sobre a qual Jesus edificou Sua
Igreja.
-
Jesus
Cristo é o cabeça da Igreja, (Efésios 1.22).
Afirma que o papa é o "sumo-pontífice", o
"pai" e cabeça da Igreja.
-
Não
há outro nome dado aos homens para sua salvação, fora
de Cristo. (Atos 4.10-12).
A
Igreja Católica crê na eficiência dos santos para
defenderem os cristãos diante de Deus.
-
Jesus
Cristo é o único mediador entre Deus e os homens, (1Timóteo
2.5). Chama
Maria de mediadora e a colocam no mesmo nível de Cristo
ou acima dEle, como a "mãe de Deus".
-
A
salvação é pela fé, e não por obras, (Efésios 2.8).
A
Igreja Católica estimula as obras como meio de salvação.
Os grandes "santos" são sempre aqueles que
praticaram obras sociais consideradas importantes pela
Igreja.
-
A
Santa Ceia é servida em memória de Cristo e não como um
novo sacrifício do Seu corpo, (1 Coríntios 11.24).
Para
a igreja Romana, cada missa é a rememoração concreta do
sacrifício de Cristo. A Palavra "missa", significa
sacrifício.
-
A
oração deve ser feita em nome de Jesus, (João
14.13-14).
Ensina
seus adeptos a orarem aos santos, aos anjos, ou a Deus, em
nome deles.
A
Igreja Católica tem criado muitas doutrinas e dogmas
(verdades que têm de ser aceitas sem discussão), das
quais os apóstolos nem tiveram conhecimento:
Começo
do
papado............................................................500d.C.
Doutrina
do purgatório........................................................600d.C.
Veneração
das relíquias.....................................................1000d.C.
Canonização
dos
santos....................................................1000d.C.
O
sacrifício da missa.........................................................1100d.C.
Os
sete
sacramentos........................................................1215d.C.
A
transubstanciação.........................................................1215d.C.
A
confissão auricular.........................................................1216d.C.
Venda
de indulgências.......................................................1515d.C.
Inserção
oficial dos livros apócrifos na Bíblia (depois
da resolução do Concílio Tridentino (Trento-Itália) em
1546)................................................1547d.C.
Imaculada
Conceição de Maria (Maria foi concebida e nascida sem
pecado)........................................................................1845d.C.
Infalibilidade
do
papa........................................................1870d.C.
Assunção
de
Maria...........................................................1950d.C.
Ação
de assumir; elevação de uma dignidade.
ALGUMAS DOUTRINAS CATÓLICAS À
LUZ DA BÍBLIA
A Bíblia não é a única regra de fé. Não
recomenda a sua leitura a todos os fiéis. Ensina que é
perigosa para os indoutos. Entende que a tradição da
Igreja e os dogmas papais têm o mesmo peso da revelação
bíblica. Não é possível confessar fé e respeito à Bíblia
e ao mesmo tempo obedecer às tradições, aos decretos e
aos ensinos dos concílios da Igreja quando, muitas vezes,
ensinam e determinam como doutrinas e dogmas, ensinamentos
que contrariam os da própria Bíblia. (Gálatas
1.6-8; Apocalipse 22.18-19).
Inclui os livros chamados "apócrifos"
na Bíblia. Jesus e os apóstolos jamais citaram
esses livros, apesar de citarem quase todos os livros do
AT (Lucas
4.17-20;24.27). Inclui estes livros para justificar
algumas doutrinas, como a oração pelos mortos. (Apocalipse
22.18-19).
Diz
ser a verdadeira igreja e que fora dela não há salvação.
A Palavra de Deus diz que a verdadeira Igreja de Cristo é
a comunhão daqueles que estão unidos ao Salvador por uma
fé viva nEle (João
3.16; Mateus 16.16-18; João 1.12-13; Efésios 5.25-27; 1
Tessalonicenses 4.17).
Pedro nunca teve supremacia entre os demais apóstolos.
No primeiro concílio da Igreja, em Jerusalém (52d.C.),
além de Pedro não ser citado como líder ou chefe dos apóstolos,
o parecer de Tiago foi aceito, e não o dele (Atos
15). Nesta mesma passagem bíblica, Pedro se diz o apóstolo
dos gentios (v.7), no entanto, todos sabem
que se alguém merece esse título, esse alguém é
o apóstolo Paulo.
A confissão auricular. Leão I, considerado o
primeiro papa, foi quem fez da confissão auricular um
requisito legal. A força da confissão auricular é a
suposta autoridade de perdoar os pecados que a Igreja Católica
afirma possuir.
A Bíblia ensina que a confissão deve ser feita a
Deus e à pessoa ofendida, requerendo a reconciliação de
ambas. A confissão feita ao sacerdote é totalmente
desconhecida nos livros do Novo Testamento e na Igreja
primitiva (Salmo
32.5; Isaías 55.7; Mateus 6.14-15; Atos 2.38-39; Tiago
5.16; I João 1.9).
O
sacrifício de Cristo. A Igreja Católica ensina que
Cristo desce do céu a cada missa e, no momento da
consagração dos elementos, pelo sacerdote, a inteira
substância do pão se transforma maravilhosamente no
corpo de Cristo, bem como a inteira substância do vinho
se transforma miraculosamente em sangues, ainda assim os
elementos permanecem em seu estado. É a doutrina da
transubstanciação.
A Bíblia ensina que o sacrifício de Cristo se fez
uma só vez para propiciação pelos nossos pecados (Hebreus
7.27;9.12-26; 10.10-12; 14.18).
A Santa Ceia é um memorial da vida e da paixão de
Cristo, de caráter simbólico, e leva o cristão a
meditar no significado do corpo (vida) através do pão, e
do sacrifício (morte), através do sangue representado
pelo vinho (Lucas
22.19; 1 Coríntios 11.24,25).
A invocação dos santos. O catolicismo romano, a
partir do Concílio de Trento,
ensina que é correto venerar e invocar os santos.
Alguns católicos dizem que não os adoram, e sim, os
veneram. Além dessas palavras significarem praticamente a
mesma coisa. A realidade dos católicos, de todo o mundo
é esta: adoram, invocam e fazem orações aos sants,
colocando-os como intermediadores na relação com Deus
solicitando-lhes a eles graças e favores imediatos.
Essa prática é um ato de indignidade (por
entender que outros seres podem ser colocados no lugar de
Deus), de ignorância (não saber o que a Palavra de Deus
diz a respeito) e de desrespeito (privar a Jesus Cristo ou
ao Pai, da honra que lhes é devida) - (Hebreus7.27;
João 14.6; Atos4.10-12; Mateus 7.7-11; Hebreus 4.16;
20.20).
A veneração de imagens. A Igreja Católica aceita
e autoriza a veneração das imagens de Cristo, Maria e
dos outros santos, segundo o seu conceito. Essa prática
se iniciou na Igreja Romana após o Cristianismo se tornar
religião oficial do Império Romano. Santo Agostinho (século
V) foi contrário ao uso de imagens. Um decreto do ano 692
chegou a proibir o uso de quadros do Cordeiro; o grande
cisma oriental tem aí sua maior base.
O credo de Pio IV, registra: "Sustento com
toda a firmeza, que as imagens de Cristo, da mãe de Deus,
sempre virgem, e dos outros santos, devem ter-se e
reter-se e que sejam honradas e veneradas
devidamente".
Quanto a questão de venerar ou adorar, sabemos que
é a mesma coisa. Tanto o significado latino, quanto o
português, de ambas palavras, mostram que têm o mesmo
significado (tributar grande respeito, prestar culto,
etc.). Veja o que a Bíblia diz a respeito: (Êxodo
20.4-6; Atos 17.29; Romanos 1.21-24; I João 5.21).
O purgatório. A Igreja católica a respeito da
existência de um lugar entre o céu e o inferno, para
onde vão as almas de todos os que partem desta vida. Ali
têm de "purgar" as manchas ou os pecados
veniais (desculpáveis) oriundos que da vida terrena,
antes de poderem entrar no céu. As orações dos amigos,
da Igreja ou a intermediação dos santos, ajudam a
aliviar suas penas. A doutrina do purgatório foi
estabelecida oficialmente no Concílio de Florença, em
1439.
O escritor
católico Mazzarelli calculou que uma pessoa normal
pratica uma média de 30 pecados veniais por dia. E que,
para cada pecado, a alma sofreria um dia no purgatório.
As indulgências, vendidas pela Igreja Católica no tempo
de Lutero, eram uma espécie de bônus e, dependendo do
valor, poderiam diminuir o tempo que o comprador iria
passar no purgatório. Encontram base para a existência
do purgatório em algumas passagens bíblica, como (2 Coríntios 5.8-10 e Apocalipse 14.13), que nada têm a ver com
isso.
A
Bíblia é radical nesse assunto, e se refere sempre a
dois lugares: céu e inferno. Segundo a Palavra de Deus, o
único meio que Deus tem dado para limpar os nossos
pecados é o sangue de Jesus Cristo, ou seja, Seu sacrifício
e a consequente aceitação dEle pelo ser humano (Romanos
3.25; Hebreus 9.22-27; 1João1.7; Apocalipse 7.14). A Bíblia
ensina que os que crêem, ao morrer, são transladados
diretamente para a presença de Deus. (2Coríntios 5.1-8; Lucas 23.43; Filipenses 1.20-23; Romanos 8.35-39;
Atos 7.59, etc.).
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